DreamPie: mais um shell com esteróides para Python

O interpretador interativo do Python é considerado por muitos desenvolvedores como um dos recursos mais interessantes da linguagem. De fato, podemos dizer que é ele quem possibilita alta produtividade ao escrever software em Python apenas com um editor de textos simples, sem depender de IDEs pesadas e complexas.

O problema é que a interface padrão (shell) do interpretador às vezes é um pouco limitada quando precisamos experimentar trechos de código ligeiramente mais longos ou intrincados. Editar uma linha submetida ao interpretador por engano pode ser um processo um tanto quanto doloroso. Para resolver esse problema, existem algumas versões alternativas do shell que agregam muito em funcionalidades e usabilidade, tais como o ipython e o bpython. Dessas duas, a que mais me impressionou foi o bpython, mas logo nas primeiras tentativas percebi que o aplicativo é um tanto quanto instável, apresentando muitos problemas ao exibir na tela o código digitado, principalmente ao tentar recuperar alguma linha do histórico. Esses bugs me fizeram deixar o bpython um pouco de lado até que aparecesse algo mais robusto.

Hoje a espera parece ter terminado. O site UbuntuGeek publicou um post divulgando o DreamPie, que promete mais estabilidade e facilidade de uso. Instalei a ferramenta e, após alguns minutos de brincadeira, posso confirmar que ela promete o que cumpre. Criada por um dos colaboradores do IDLE, ela apresenta interface limpa, fácil de configurar e de editar código do histórico de comandos. Alguns dos principais recursos do DreamPie são:

  • Submissão de código por blocos, ao invés de por linhas
  • Auto-complemento de código e de nomes de arquivos
  • Auto-complemento de parênteses
  • Integração com o matplotlib
  • Histórico dos resultados da execução dos trechos de código (output)
  • Saídas muito longas são “dobradas” (results folding), para não atrapalhar a visualização do código
  • Suporte a Python 2.5, 2.6, 2.7, Jython 2.5, IronPython 2.6 e Python 3.1
  • É software livre, licenciado pela GPL 3

dreampie

Referências

Coding Dojo Sergipe

Depois de um longo período afastado do blog — devido a algumas mudanças “tanto no pessoal, como no profissional”, como diria o filósofo moderno Fausto Silva — volto para ajudar a divulgar a ótima iniciativa dos desenvolvedores sergipanos em criar o Dojo Sergipe. Tive a oportunidade de participar de dois dos quatro dojos realizados até agora e a impressão é que o movimento está no caminho certo.

É sempre bom ter a chance de se reunir com outras pessoas motivadas e interessadas em programação, independente da linguagem. Desde que tomei conhecimento da ideia de coding dojo, percebi que se tratava de uma abordagem genial para o aprendizado de programação, uma vez que alia a prática deliberada à diversão. Isso sem falar na oportunidade de conhecer pessoas novas e trocar experiências.

Recomendo muito a todos os desenvolvedores de Aracaju e região que dêem uma passada lá na lista de discussão, se informem sobre as próximas reuniões e compareçam!

Verificando a versão do Django

Quando estamos usando um computador desconhecido ou simplesmente não conseguimos lembrar qual a versão do Django que está instalada, é sempre útil descobrir do jeito mais rápido possível. Para resolver o problema com uma única linha de comando no shell, temos:

$ python -c "import django; print django.get_version()"

Para aprender mais: